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26º Festival de Arte Cidade de Porto Alegre

Será realizado no Atelier Livre da Secretaria Municipal da Cultura, entre os dias 5 a 9 de novembro, o 26º Festival de Arte Cidade de Porto Alegre.

Este é um período intensivo dedicado ao fazer artístico e um espaço que se abre para intercâmbio. com artistas, pensadores e comunidade.

Serão realizadas oficinas, performances, lançamentos de livros, encontros com artistas que falarão sobre sua obra e seu processo criativo.

Na abertura, que acontecerá no dia 5 de novembro, às 20h, será apresentado o resultado do workshop Estranhos Vestíveis, orientado por Lisiane Rebello e Claudio Paulo, em forma de desfile.

OFICINAS

Artistas convidados:

Adolfo Montejo | Foz do Iguaçu, PR

De 6 a 8 de novembro – 19h

Oficina Arte contemporânea (ficções e fricções, o lugar da imagem)

I – A imagem-ficção (arte versus visualidade)

II – A imagem-fricção (arte versus cultura)

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Ana Laura Lopez de La Torre | Montevidéu, Uruguai

De 5 a 9 de novembro – 14h

Oficina As regras do jogo: Participação e Arte Contemporânea

Este taller propone una exploración colectiva de estrategias participativas como medio para vincular la producción artística con la realidad y los intereses de los ciudadanos de Porto Alegre. Es un taller abierto no solo a artistas, sino que también es adecuado para educadores, organizadores comunitarios, antropólogos, sociólogos, sicólogos y trabajadores sociales. El taller se desarrolla en 5 sesiones de trabajo en grupo, con actividades extras realizadas en base a la disponibilidad e interés de los talleristas. La metodología de trabajo para el taller es interactiva, buscando potenciar desde el primer momento la contribución activa de los talleristas, valorando y haciendo uso de sus experiencias y conocimientos previos.

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Ana Teixeira | São Paulo, SP

Dia 6 de novembro às 14h

Dia 7 de novembro das 9h às 12h e das 14h às 17h

Oficina A arte na rua e a rua na arte

Esta oficina pretende promover reflexões sobre a arte no espaço público com abordagem teórica e prática, facilitando o entendimento e a compreensão da arte contemporânea.

Por meio da apreciação e contextualização de importantes obras e artistas dos séculos XX e XXI e da realização de intervenções urbanas propostas pelos participantes, será possível desenvolver noções de usos e relações com o espaço público.

Serão 2 dias de oficina, sendo o primeiro com duração de 3 horas e os outros de 6 horas cada um.

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Armando Queiroz | Belém, PA

De 5 a 9 de novembro – 14h

Oficina Redescobrindo o objeto: o objeto do cotidiano como elemento plástico contemporâneo

Dia 5: Apresentação do grupo e relato de experiência do artista com apresentação de imagens correlatas.

Dia 6: A percepção visual

Mostra de vídeo: O mundo invisível (What you can’t see – in our world, 2011), seguida de debate e início do trabalho com objetos do cotidiano de cada participante.

Dia 7: Mostra de vídeo: Mágicos da Terra (Magiciens de la Terre, 1989), seguida de debate e atividade lúdica – composição com objetos (caixa mágica)

Dia 8: Mostra de vídeo dos próprio artista, seguida de debate e preparação do ambiente onde serão apresentados o objetos construídos ao longo da oficina.

Dia 9: Debate final e mostra de resultados do workshop.

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Claudia Paim | Rio Grande, RS

De 5 a 8 de novembro – 14h

Oficina O corpo em ação

Objetivo Geral Levar o aluno a observar alguns exemplos da produção artística em performance e ações performáticas e realizar elaboração prática.

Objetivos Específicos Refletir sobre a presença do corpo como motor de projetos em artes visuais, proporcionar oportunidade para observar, analisar e discutir sobre algumas performances contemporâneas e realizar experimentações.

Conteúdos Análise crítica de proposições de artistas contemporâneos; Observação de hibridismos com outras práticas artísticas; Fotoperformance e videoperformance.

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Daniele Marx | Porto Alegre, RS

De 5 a 9 de novembro – 19h

Oficina << EU SOU…E SE EU FOSSE…>>

A oficina é voltada para um grupo de pessoas que tenham interesse na experiência do jogo e da participação como prática artística. Construída com base na proposição de reconstrução do sujeito artista/não artista e sua posição no mundo/na vida. A oficina será desenvolvida a partir de cinco encontros destinados para conversas, proposições lúdicas, leituras de textos, projeções de vídeos e a construção de diagramas. Caberá ao último encontro à realização de um documento como encerramento da oficina.

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David da Paz | Fortaleza, CE

De 5 a 9 de novembro – 14h

Oficina Narratividades CorpoCartográficas – Arte Contemporânea, Tecnologia e Novos Nomadismos

Capacitar os interessados a produzirem softwares para celulares com o intuito de promover uma reflexão sobre os conceitos do campo da arte e tecnologia ligados às mídias locativas. As ferramentas que serão estudadas e desenvolvidas são: localização através de GPS, inserção de mídias (sons e imagens) executadas no celular através do GPS e a criação e edição das mídias. O projeto será desenvolvido através da ferramenta Walkingtools.

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Ernesto Bonato | São Paulo, SP

De 5 a 9 de novembro – 19h

Oficina Uma cabeça, visões

A proposta é realizar um trabalho concentrado de desenho e pintura, tendo a observação da figura humana como ponto de partida. Cada participante poderá ter a experiência de posar para os demais e vivenciar o outro lado da relação pintor/modelo. O ministrante, que trabalha há 20 anos também com gravura e fotografia, procurará ainda relacionar a prática do desenho e da pintura com a gravura, questão que vem desenvolvendo em seu próprio trabalho gráfico. Público: pessoas que se interessem pelo desenho, pintura, gravura e pela figura humana.

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Fabiane Morais Borges | Rio de Janeiro, RJ

De 7 a 9 de novembro – 19h

Oficina Um pouco de esquizoanálise para arte e vice-versa

A oficina se direciona a artistas, psicólogos, comunicadores, performers, arteterapeutas e demais interessados no diálogo entre processos criativos e produção de subjetividade. Tem como objetivo o debate sobre práticas transdisciplinares, assim como trabalhar conceitos atuais relacionado a filosofia e política. A performance e a tecnologia entram como interfaces das práticas abordadas.

Os encontros terão como base de conversas a exposição de alguns vídeos, elementos de uso ritual, discussões teóricas, exercícios práticos, assim como exposição de problemas e críticas relacionada a processos e procedimentos das práticas esquizoanalíticas.

Será importante a leitura de alguns textos durante o curso, o que será feito no espaço do workshop, com dinâmicas de grupo administrado pela oficineira.

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Leandro Machado | Porto Alegre, RS

De 5 a 7 de novembro – 14h

Oficina A cidade e o lixo sob o olhar do artista: potência política, potência expressiva

Apresentação da trajetória do artista e de materiais coletados pelas ruas como impressos, embalagens de papelão, sacos e sacolas plásticas, lâmpadas, espelhos, cabos de vassoura, embalagens de alumínio, cartazes de shows. Discussão sobre o conceito de lixo e sobre reciclar, reutilizar e suas diferenças. Haverá saída de campo para percorrer as ruas, visitar uma unidade de triagem conveniada ao DMLU e o atelier do artista Antônio Augusto Bueno.

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Mariana Marcassa | São Paulo, SP

De 5 a 7 de novembro – das 13h às 19h

Oficina Práticas performativas

Esta oficina pretende-se como um encontro de artistas/performers.

Para esta oficina serão selecionados 10 artistas que irão desenvolver seus estudos a respeito de suas práticas perfomativas, expondo seus processos, as questões que nelas se envolvem, fazendo deste encontro um lugar público, no sentido lato da palavra, onde as perguntas que atravessam os trabalhos de cada um possam compor um campo de pensamento da arte, e especialmente o da performance.

Para inscrever-se é preciso passar por seleção prévia: cada performer deve enviar uma proposta de seu trabalho para o e-mail alivre@smc.prefpoa.com.br, descrevendo-a suscintamente e indicando os equipamentos necessários para a sua apresentação (projetor, caixas de som, etc). Pede-se também o envio de um currículo resumido (de uma lauda).

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Santiago Cao |Buenos Aires, Argentina

De 6 a 9 de novembro – 14h

Oficina Práticas de (des)velamento de Situações Cotidianas

Taller intensivo de análisis del Espacio Público, de los micropoderes que en él se activan, y algunos posibles modos de sub(ver)tirlo a través de la Performance y las Intervenciones Urbanas.

En las acciones performáticas, el artista – en tanto sujeto – se convierte en objeto para la mirada de los Otros, y su cuerpo – territorio de significaciones – en un mapa desplegable que lo trascenderá, “tocando” a dichas personas que lo observan e integrándolos a la acción. Este cuerpo individual se vuelve Cuerpo, es decir, trasciende los límites de la propia historia abarcando la historia personal de cada uno de los presente, tornándose de esta manera en un Cuerpo colectivo.

La Performance, en tanto articuladora de subjetividades y productora de realidades, tiene la capacidad de crear lugares transformando temporalmente lo que antes era un espacio. Es decir, espacios que –habiendo sido atravesados por una acción- son definidos en su cualidad de uso, trascendiendo lo puramente físico. Y es en este punto donde surge una interrogante. ¿Es el lugar atravesado por la acción o la acción atravesada por el lugar?

En este taller de carácter teórico-vivencial investigaremos en torno al Cuerpo como herramienta y soporte de obra, inserto e insertándose en el Espacio Público, modificándolo y siendo modificado por él a partir de acciones que lo intervengan produciendo un (des)velo de las fuerzas que allí operan. Acciones micropolíticas que puedan dejar en evidencia los permisos y prohibiciones que cada rol posee en cada contexto determinado.

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Marcia Tiburi | São Paulo, SP

Dias 8 e 9 de novembro às 14h

Oficina Arte, sobre Pensar e Fazer

Dia 8: Pensar ARTE

1. ARTE, um conceito atual?

As formas de arte, os conceitos de arte ao longo da história, a arte de rua, as

novas tecnologias.

2. Do que se está falando quando se fala em arte contemporânea?

3. Relações entre Arte e Filosofia, Ética e estética.

Dia 9: Fazer ARTE

1. Quem quer ser ARTISTA?

2. Conversa aberta sobre o fazer artístico dos participantes.

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Sérgio Vicente | Lisboa, Portugal

De 6 a 8 de novembro –19h

Oficina Lugares de sombra

Desenvolvimento de propostas artísticas para lugares específicos em contexto de utilização pública. Falamos da escolha de pequenos lugares aparentemente vazios de sentido utilitário, pequenos e singulares lugares esquecidos no espaço urbano (preferencialmente) em torno do Atelier Livre, ou (como alternativa) no interior do edifício do Atelier.

Trabalhos realizados por grupos, preferencialmente de dois a três elementos, que no final do seminário se poderão consubstanciar em projetos/ simulações de obras ou resoluções plásticas no espaço escolhido, trabalhos sempre acompanhados da documentação processual.

O processo começa com a escolha dos lugares a intervir, a deambulação e conhecimento empírico do lugar é ponto de partida; constrói-se o projeto com base na definição de premissas metodológicas, a aplicar na análise do lugar e suas transposições para o pensamento plástico; incentiva-se a exploração plástica de modelos interpretativos do lugar que levem à concretização final de propostas.

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Paulo Bruscky | Recife, PE

Dias 6 e 7 de novembro – 19h

Oficina A Arte Correio e a Grande Rede

Os antecedentes históricos e os desdobramentos da Arte Postal até o advento da internet e outras mídias.

ARTISTA E SUA OBRA

Espaço onde os artistas participantes do Festival falam sobre a sua produção.

Ana Teixeira

Dia 5 de novembro, segunda 14h | Auditório

Apresentação aberta ao público em geral sobre seu trabalho, enfocando tanto as ações urbanas, quanto sua produção de desenhos, fotografias e instalações.

ANA TEIXEIRA é artista e mestre em Poéticas Visuais pela USP. Realiza exposições individuais e coletivas dentro e fora do Brasil. Ministra cursos sobre arte e promove encontros reflexivos em bienais, museus e galerias.

www.anateixeira.com

Santiago Cao

Dia 5 de novembro, segunda 19h | Auditório

O artista falará sobre a relação entre distintos conceitos teóricos como:

1. Diferenciar o corpo do Corpo. É dizer, diferenciar o orgânico do que, tanto constructo social, cultural e vivencial, chamaremos Corpo com maiúscula.

2. Análise do Espectador Sabi(d)o e as possíveis estratégias para potenciar suas transformação em interações.

3. Análise dos distintos espaços e os micropoderes que eles se ativam em função das polaridades permissão/prohibição e concessão/negação dependendo das funções que que cada corpo ocupa em cada contexto espaço-tempo.

4. Análise do conceito de “Véu” e das ações subseqüentes de (des)véu.

SANTIAGO CAO é licenciado em Artes Visuais pelo IUNA (Instituto Universitário Nacional del Arte) onde ademais trabalha desde o ano 2008 como professor de Linguagem Visual. Aprofundou seus estudos em Licenciatura da Psicologia. Possui experiências em teatro, literatura, clown e espetáculos de rua. Durante anos, percorreu a América do Sul realizando ações performáticas e atualmente reside em Buenos Aires, onde busca acionar, por meio da Performance, situações que recortem porções de realidade, gerando e auto-gerando questionamentos sobre a mesma.

http://artistanoartista.com.ar/inicio.php

Sérgio Vicente

Dia 6 de novembro, terça 14h | Auditório

Palestras sobre intervenções artísticas permanentes em lugares públicos, nas quais o artista foi coordenador ou autor do projeto. A temática está centrada sobre a arte pública evocativa, com três diferentes aproximações metodológicas da reinvenção do Monumento na arte contemporânea, a partir do debate sobre as políticas de encomenda, criação e difusão da arte em espaços urbanos.

Fabiane Morais Borges

Dia 6 de novembro, terça 19h | Auditório

Palestra com apresentação de imagens e vídeos sobre Esquizoanálise, Tecnoxamanismo, Ruidocracia e Processos imersivos, seguida de discussão aberta.

FABIANE MORAIS BORGES é analista de Bagé, esquizoanalista, artista, ensaísta, performer, aventureira, escreveu dois livros: Domínios do Demasiado, Breviário de Pornografia esquizotrans e organizou dois livros da rede submidialogia: Ideias Perigozas e Peixe Morto. Faz doutorado em Psicologia Clínica na Puc/SP, recentemente fez bolsa sanduiche na Universidade de Goldsmiths em Londres, é ativista de midia livre e artista residente em várias partes do mundo. Desenvolve atualmente pesquisa sobre movimento indígena e indigenista na época da ditadura militar no Brasil.

http://cassandras.multiply.com

http://catadores.wordpress.com

http://www.youtube.com/user/catadores

http://picasaweb.google.com.br/catadores

http://estudiolivre.org/el-user.php?view_user=fabiborges

https://vimeo.com/user6374828/videos

Armando Queiroz

Dia 6 de novembro, terça 19h | Saguão

Videoinstalação MIDAS

Miséria, hanseníase e abandono espreitam Serra Pelada quase trinta anos depois do início da febre do ouro. Restaram casebres abandonados, pessoas perambulando, quais mortos-vivos, numa cidade fantasma ao redor de um grande lago contaminado de mercúrio, o oco. Restaram velhos aposentados, mulheres e a prostituição infantil. O índice de HIV é altíssimo. O gigante ameaçador, percebido no clima tenso do local, está presente a todo o momento. O gigante quer terra, o gigante quer expulsão, o gigante tem papéis e advogados, o gigante tem anuência do poder decisório. O garimpeiro tem apenas uma amarfanhada carteirinha de autorização para exploração de minério, e muita tristeza da sua atual situação.

O garimpeiro tem ao lado de si muitas cooperativas, nem todas bem intencionadas. Muitos não deixam o local simplesmente por vergonha, não teriam condição de encarar seus familiares tantos anos depois sem nada nas mãos. Regra geral ouvir que sairão sempre pior do que chegaram. Dos poucos que ainda exploram o minério, pouca ou nenhuma esperança.

O olhar vago de um gaúcho à espera de um hipotético sócio – com dois meses de máquinas paradas -, e de um também hipotético veio riquíssimo debaixo de poucos metros de rocha, diz tudo.

ARMANDO QUEIROZ nasceu em Belém do Pará em 1968. Sua formação artística foi constituindo-se através de leituras, experimentações, participações em oficinas e seminários. Expõe desde 1993 e participou de diversas mostras coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Integrou projetos como: Macunaíma, em 1997, no Rio de Janeiro e Prima Obra, em Brasília, em 2000. Participou do Salão Arte Pará como artista convidado, em 1998, 2005, 2006, 2007 e 2008. Na cidade de Abaetetuba (PA), em 2003, realiza sua primeira intervenção urbana no Mercado de Carne Municipal como resultado do workshop Projetos Tridimensionais II, promovido pelo Instituto de Artes do Pará – IAP. Foi bolsista do mesmo Instituto de Artes em duas oportunidades: com a bolsa de pesquisa Possibilidades do Miriti como Elemento Plástico Contemporâneo, em 2003. E, em 2008, com a bolsa de pesquisa Corpo toma Corpo, estudos em Videoarte – O Corpo como Intermediador entre a Vida e a Arte.

Ana Laura Lopez de la Torre

Dia 7 de novembro, quarta 19h | Auditório

Arte afuera / Art outside

Una presentación compartiendo ejemplos de mi trabajo como “artista conceptual comunitaria” en Londres entre 1997 y 2011. A través de la narración de los distintos contextos en los que mis distintos proyectos se apoyan e insertan, se analiza la interdependencia entre redes informales de artistas, paradigmas institucionales, políticas culturales de estado y la continua re-conceptualización de la esfera pública en el imaginario social. Esta narrativa que cubre más de 15 años de producción artística, arranca con mis primeras experiencias con el performance y las intervenciones en espacios públicos, llegando al desarrollo de una práctica colaborativa e implicada en un compromiso de larga duración con poblaciones barriales y sus organizaciones comunitarias. Mi presentación también incluye una discusión sobre la historia, desarrollo y características de las prácticas sociales en el arte, un campo que se empieza a definir y a articular con más rigor teórico a partir de los 90, del que he sido participe como artista, investigadora y docente.

ANA LAURA LOPEZ DE LA TORRE desenvolve seu trabalho em nível comunitário e, segundo a artista, “explora la idea del ‘bien común’, tanto lo que es de por sí compartido – lo que estamos obligados a compartir, por ejemplo el espacio público – cómo lo que somos capaces de compartir voluntariamente a través de la generosidad, la colaboración y el intercambio, sumando recursos y produciendo conocimientos colectivos. Personas y grupos con intereses comunes pero muchas veces con agendas en conflicto, son sumadas al proceso a través de procesos colaborativos y participativos.

http://www.lopezdelatorre.org

David da Paz

Dia 7 de novembro, quarta 19h | Saguão

Aparelhos Mundos Sensibilis/Pequenas Máquinas de Inventar

As palavras-chave: Fatores Externos, Sensores, SMART, Informação Sensitiva, Efeito Sensível, Semiose Urbana, Susceptível, Ambientes Sensíveis vão organizar a dramaturgia da ação, engendrando uma narratividade não linear, aplicando uma lógica hipertextual de amplas possibilidades sígnicas.

O performer manipulando signos, mixando fragmentos de imagens (a imagem como ato), vídeos de ações urbanas, transposição de territórios e paisagens sonoras, música maximalista, ninjitisu e poesia recombinate. Apresentando um vocabulário corporal elaborado, mesclado com recursos visuais de projeção de imagens, poesia e música experimental o artista David da Paz propõe um percurso pela sua obra.

DAVID DA PAZ é artista híbrido e Educador, integra o Coletivo Curto-Circuito (http://coletivocurto-circuito.blogspot.com/), o Laboratório de Arte Pública/Liquidificador Sem Tampa (http://laboratoriodeartepublica-lst.blogspot.com.br/), trabalha como VJ, músico, poeta e performer na Orquestra Polifônica de Levante Festivo, formado em Teatro do Oprimido pelo CTO-RIO/Centro de Teatro do Oprimido Algusto Boal, realizou diversas oficinas de Arte-Interveção (destaque para oficina Modos de Fazer; COMUNICIDADE/Arte Pública de Intervenção Comunitária na Capitania de Arte e Cultura/Dragão do Mar que culminou na intervenção PI insitu na Praia de Iracema), é aluno-educador-inventor na (da) Escola de Bens Imateriais. Seus trabalhos são focados na intersecção entre arte, política, filosofia, tecnologia, comunicação e sociologia, centrado nos movimentos de ruptura como a Contracultura.

Mariana Marcassa

Dia 8 de novembro, quinta 19h | Sala de Pintura 2

QUE CORPO É ESSE?

Performance: 20 a 30 minutos de duração

A mulher entra com o berrante pendurado nas costas.

Posiciona-se.

Gira sob o seu próprio eixo.

Gira e para bruscamente, tanto quanto necessário para encontrar um estado, uma voz.

Zonza, assopra o berrante e toca-o junto a um choro profundo.

Chora, toca e ao mesmo tempo.

Na vibração de um choro que se faz canto, abre o texto e inicia a sua leitura.

A performance termina quando o texto acaba.

MARIANA MARCASSA é artista plástica vem trabalhando com performance desde 2001. Foi uma das fundadoras do coletivo de arte Grupo EmpreZa (GO), com o qual trabalhou durante dez anos entre 2001 a 2011. Atualmente desenvolve a pesquisa Performance que estado é esse? Nela interessa-se pensar o estado em que se encontra o corpo do performer no acontecimento da performance e sua relação com o estudo do Tempo, da Memória e da Clínica, desdobrando-se no projeto artístico Que corpo é esse? um trabalho em processo onde performances vem sendo criadas desde o lugar da escrita que se produz na imanência das questões levantadas pela própria pesquisa.

Claudia Paim

Dia 9 de novembro, sexta 14h | Sala de Desenho

Palestra sobre sua produção em performance com apresentação de fotografias e vídeos.

CLAUDIA PAIM é artista visual com produção em performance, vídeo, instalações sonoras e fotografia. Professora de poéticas visuais na Universidade Federal do Rio Grande. Tem textos publicados e exposições individuais e coletivas no Brasil e exterior. Áreas de pesquisa: coletivos, performance e corpo.

http://claudiapaimperformance.blogspot.com.br/

Leandro Machado

Dia 9 de novembro, sexta 19h | Saguão

Performance: Vestindo uma sunga, o artista molha o dedo na tinta guache e toca a sua própria pele – imprimindo pontos brancos para a obtenção de uma vestimenta. A cena é iluminada por velas.

***

LANÇAMENTO de LIVRO

Lançamento do livro de artista “Ora Bolas“, de Adolfo Montejo e Paulo Brusky

Dia 7 de novembro, quarta, às 17h30min | Auditório

INSCRIÇÕES | As oficinas terão o investimento de acordo com o número de dias que o mesmo oferece, sendo cobrado o valor de R$ 10,00/dia. Logo, se o curso dura dois dias, o valor será de R$ 20,00. Se o mesmo tem a duração de quatro dias, ele será de R$ 40,00. Para você se inscrever, basta enviar e-mail para alivre@smc.prefpoa.com.br informando seus dados: 1. Nome completo

2. Documento de identidade

3. Data de nascimento

4. Escolaridade

5. Atividade que pretende participar

6. Telefone para contato

7. e-mail.

As demais atividades são gratuitas e não necessitam inscrições prévias.

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SEU 2012 | Programação Atelier Livre

A Semana Experimental Urbana é um projeto organizado por Manuela Eichner, Rodrigo Lourenço e Camila Mello em conexão a uma rede de eventos coletivos e iniciativas autonômas e tem como proposta a realização de um encontro entre criadores e espaço público. O foco dessa edição é a colaboração e a construção de experiências poéticas e políticas que conduzam a um transbordamento das práticas coletivas, tanto artísticas quanto cotidianas, e ao enfrentamento dos limites do que se compreende por “espaço público”.

O SEU acontece entre 7 e 13 de novembro de 2012 em Porto Alegre, com financiamento do FAC | Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do RS e é uma oportunidade de interação entre artistas e criadores transdisciplinares e as pessoas da cidade.

Estamos propondo uma realização coletiva da edição SEU 2012. Nosso desejo é realizar um encontro em conjunto e promover um espaço dinâmico e co-responsável entre todos. Assim, a proposta se manterá aberta aos que desejem colaborar e agir como parceiros e interlocutores. Realizaremos ações em espaços públicos da cidade e a programação da Semana será definida coletivamente e comunicada por meio do site e das redes sociais diariamente.

semanaexperimentalurbana.com
facebook.com/semanaexperimentalurbana
twitter.com/SEU_2012

NOITES SEU

Dia 8 de novembro, quinta às 17h | Saguão

Lançamento do livro “Domínios do Demasiado” de Fabiane Morais Borges.

A autora faz doutorado em psicologia clínica no Nucleo de Subjetividade na PUC em São Paulo. A obra é fruto da sua dissertação de mestrado. A pesquisa durou cerca de cinco anos (2002-2007). O livro se fundamenta nas experiências da autora dentro dos contextos da rua, dos movimentos sociais, do ativismo de mídia e arte-política. Produção de subjetividade também é um ponto alto do livro, assim como práticas coletivas e colaborativas dentro das redes de internet; é um livro de esquizoanálise.

O livro traz uma linguagem por vezes lúdica, outras vezes mitológica e ainda alguma referência mais burocrática, para situar os leitores em histórias concretas com alguma relevância política e social principalmente para a cidade de São Paulo, onde foi feita a pesquisa. O livro fala das ocupações da cidade e do campo com movimentos como os Sem Teto, Sem Terra, Moradores de rua, Favelas, onde os coletivos de arte, grupos de mídia independente e ainda coletivos ligados ao movimento do software livre, rádio livre se juntavam para interferir nessas realidades, utilizando o próprio movimento social como espaço público, o espaço da ágora onde é possível a criação do novo lugar democrático, ou ainda das novas formas de fazer política. O livro se baseia nas políticas de colaboração e autonomia, para além da formação de Estado em suas dinâmicas representativas.

Autonomia, apropriação de conhecimentos e produção de acesso é uma linha constante na prosa da autora.

***

Lançamento do livro Táticas de Artistas na América Latina, de Cláudia Paim

 

A partir das 20h | Fachada do Atelier Livre

programa VIDEOS | SEU

Projeção de vídeos selecionados para participar da Semana Experimental Urbana.

CategoriasCursos Regulares
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