INTERSEÇÕES POÉTICAS

A partir do dia 24 de outubro a 12 de novembro de 2019.

-Curadoria: Daisy Viola.
-Local: Espaço Alternativo – Atelier Livre
-Horário para visitação: de segunda à sexta, das 8h às 20h.
-Telefone: 32898057 (secretaria)

Exposição de trabalhos de alunos do curso Trabalho. Espelho. Eu. do Atelier Livre, resultantes dos seus tempos de produção no Atelier. Processos que mesmo tendo como objetivo principal a busca da individuação, o que resulta
em trabalhos absolutamente autorais, têm pontos em que se ‘cruzam’, se encontram, mesmo quando as linguagens são muito diferentes.

‘Diz o dicionário que interseção significa o encontro de duas linhas ou dois
planos.
Pensando na melhor forma de ocupar este espaço com a exposição de
trabalhos de alunos resultantes dos seus tempos de produção no Atelier Livre,
observei que alguns processos, mesmo tendo como objetivo principal a busca
da individuação, o que resulta em trabalhos absolutamente autorais, tem
pontos em que se ‘cruzam’, se encontram, quase se tocam.
Mesmo quando as linguagens são muito diferentes. Assim como linhas
consequência de gestos de pessoas com histórias completamente distintas
como da Clotilde e da Selir. Umas no plano, gesto orgânico com material
orgânico, estão no plano, de onde saem e se movimentam só com o nosso
olhar. As outras pulam literalmente do plano, são feitas de papel finíssimo que
é torcida uma por uma e depois colada uma por uma sobre a superfície.
O desenho visceral da Anete contém imagens e vida que estabelecem e nos
remetem às questões do feminino e sua complexidade de relações que se
unem e se descolam, como nos objetos-colagens da Margarete. Pedaços de
mulheres que se reconstroem com objetos símbolos de desejos. Trabalhos que
se cruzam no assunto e na delicadeza da plasticidade.

Passamos para as questões da pintura, que serão expostas pelos trabalhos do
Thiago e do Ronaldo, que fazem da tinta e do gesto meios para construir suas
imagens. A forma que surge diretamente a partir da construção pictórica.
Ronaldo constrói paredes-cidades que beiram a abstração, mas podem servir
de cenário para as figuras caminhantes do Thiago, afinal os dois são
resultantes de pinceladas potentes e sobreposição de camadas.
Ou então, cor e marcas, manchas a partir de matéria pura ou muita agua.
Manchas que resgatam a alma do fazer da Aglae e da Patrícia. Registram a
passagem do gesto, brincam com as cores, mesmo na quase monocromia, e
neste ponto se cruzam.
Aqui, estes pontos se cruzam e provocam encontros de fazer e poesia.’

Venha visitar e conhecer os trabalhos sensíveis dos alunos da Daisy Viola, arte-educadora do Atelier Livre Xico Stockinger!